Caprichando no rumo da vida

Quando fiz curso de arrais, há muitos e muitos anos atrás, meu pai, que era mestre e conhecia tudo de barco, dizia: “Fred – era assim que me chamava – você faz um trabalho muito melhor guinando dois graus a bombordo cinco minutos antes do que trinta e cinco graus em cima da hora.” E quando me era possível navegar à noite, pensava naquilo, com meus botões. Não bastava atingir a meta. Era importante saber como atingir aquela meta da forma mais perfeita possível. Onde perfeita significava o melhor que se pudesse fazer dentro das condições que estavam à mão. (Lembra o que disse o Cortella?). Objetivo, rumo, segurança, maré, velocidade e sentido do vento, discernimento e velocidade da embarcação, todos andam juntos.

O “Capricho”, insistentemente lembrado por Cortella, é o mesmo que cada um dá a sua vida. O que se pode fazer de melhor, enquanto não se pode melhorar ainda mais. É meio que “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:48)”.

Fazer o melhor é o que de melhor podemos fazer. Não que tenhamos a utopia de sermos perfeitos, mas de nos aperfeiçoarmos.

Seguir em frente pisando em tudo e em todos, não olhar as pessoas ao nosso redor, não se importar com os sentimentos das pessoas, não corrigir um filho ou um irmão quando perceber que está em equívoco, não utilizar de urbanidade ao lidar com o vizinho é o mesmo que conduzir a sua embarcação irresponsavelmente, olhando apenas para o objetivo, sem se preocupar com as outras embarcações e banhistas mais próximos. A bússola (magnetismo) ou uma estrela são sinais que nos dão base para navegar, assim como as Leis Universais são o esteio de nossa caminhada pela vida.

Quando estiver no seu recolhimento noturno, faça uma avaliação do rumo trilhado e das ações empreendidas. Calcule melhor o desenrolar da viagem e siga em paz.

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