Pela governabilidade

 

Deve ser bem difícil para um governante descobrir que vai terminar o seu mandato sem contar com o respeito da população que um dia o elegera.

Deve ser bem difícil ser considerado, quatro anos antes, como esperança, e sair com um mandado de prisão nas costas.

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Muito lixo espalhado.

Deve ser bem difícil, depois de ter sido vereador, secretário, deputado federal e prefeito, depois de eleger o irmão deputado estadual, com a força da máquina, ficar abandonado e no total ostracismo, tendo que se esconder após tanta pirotecnia de inaugurações de pedras que nunca se tornaram algo positivo.

Mas o pior mesmo é a herança que se deixa de uma cidade no caos, sem dinheiro algum, com lixo acumulado, funcionários não pagos e prisão decretada ao prefeito ou a quem o venha substituir.

Será que a cidade estaria assim caso você vencesse ou se o Dejorge tivesse a preferência do povo?

Tenho uma grande dúvida: Zé Luiz veio para fazer a cidade crescer ou para salvar o que sobrou dos escombros ridículos que Neilton nos impôs?

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Sempre faltou diálogo com os colegas professores.

Dezessete secretários e presidentes de fundações, no total. Um número decente de colaboradores diretos, que possuem, como principal missão, o saneamento. Aproveitar tudo o que puder ser aproveitado, fazendo o máximo e gastando o mínimo. Será como viver com um pedregulho de quatro toneladas sobre a sua cabeça, seguro por um barbante.

Não quero estar na pele de Nanci. Não terá como desfrutar outra alegria que não seja, durante quatro anos, reforçar o alicerce combalido da administração pública, dinamitado em vários governos seguidos, para poder começar a construir paredes simples, com o que sobrou de bom do patrimônio material, documental, cultural, histórico e pessoal da cidade.

É preciso que cada cidadão se conscientize que o tempo de eleição acabou. Que já temos prefeito. E que se elegemos, não o podemos deixar sozinho.

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Não agradou aos servidores.

José Luiz Nanci deve contar com o nosso apoio. Com o apoio de cada cidadão que sofre pelos desmandos de tantos que sentaram na cadeira de alcaide, apenas para defenderem ‘o seu’.

Dando ao prefeito a chance necessária de administrar, com certeza não resolverá de pronto os problemas do município, mas construirá junto com o povo, sem tijolinhos de borracha, sem promessa de passagem a R$ 1,50 e sem se disfarce de “homem do povo”,  que nem o povo conhece.

E se não promete muito, com certeza olhará pelo bem público com honradez e respeito, com simplicidade e transparência, com retidão e espírito cívico, não caindo nas falácias e armadilhas do dia a dia.

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Apoiar Nanci neste momento é mais do que apoiar um homem. É fazer a sua parte na reconstrução do que nós mesmos destruímos com nossos erros eleitorais. É impor uma correção firme nos rumos de São Gonçalo. É devolver ao povo o papel de plenipotenciário que, com certeza estará em cada ação do novo prefeito.

3 comentários em “Pela governabilidade

  • 31 de dezembro de 2016 em 09:09
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    Votei no Neilton, há quatro anos, e notei logo no dia seguinte que eu havia errado, pois vi a notícia do voto dele na Escola Municipal Prefeito Jayme Campos, com o nome do ex-prefeito errado. Como assim? A escola não fica no bairro em que ele dizia residir (só depois soube que, em realidade, ele morava em Icaraí e muito depois que estava construindo uma mansão em Maricá)? Meu voto só valeu por ser menos a favor do Neilton e mais contra a Professora de História que assassinou a História de São Gonçalo.
    Temo que agora tenha se dado o mesmo: votei com o dr. José Luiz, menos pelos valores dele e mais contra o Neilton. E, dias depois, a primeira notícia era de que iria implantar o BRS em lugar do metrô de superfície, na área do antigo ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, criminosamente erradicado por Serginho Cabral Filho e Aparecida (eta, dupla!). E, ao anunciar o BRS, Zé Luiz fez o jogo dos empresários de ônibus, que fazem o que bem entendem de São Gonçalo, já há muitos governos, por motivos desconhecidos (ou conhecidos e não publicáveis?). Será que errei de novo em meu voto?
    Apesar desta desconfiança, ainda espero que o novo prefeito ame a nossa cidade. Já dará para sentir nos primeiros dias, com a retirada do lixo das ruas (e acabar com as moscas que infestam a cidade), o conserto dos semáforos de trânsito e a correção da iluminação pública. Se fizer isto, o resto (saúde, educação, Fazenda Colubandê) virá como consequência. É a minha última esperança em relação a São Gonçalo.
    Jorge Cesar Pereira Nunes

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  • 31 de dezembro de 2016 em 11:46
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    Recuperar a dignidade dos aposentados q além de doentes estão sem dignidades e esquecidos

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  • 1 de janeiro de 2017 em 06:16
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    Parabéns,
    Fred.
    O artigo é excelente, originalíssimo.
    Votei nesse animal (racional ou irracional) apenas por um motivo: Graça Matos.
    Votei em Graça no primeiro turno e votei no segundo, nesse…ANIMAL, que a biologia indica que teria racionalidade.
    A Graça não pediu, mas informou que votaria nele, então, eu segui os passos da deputada.
    Eu não errei ao votar nele, quem errou foi ele ao não cumprir o pacto tácito que fez com o eleitor nas urnas.
    Então, esse fantasma foi o algoz da sociedade gonçalense e não o eleitor, que acreditou nele.
    Abraços do
    Pereirinha

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