Ave, Cezar!

Ave, Cezar!
Nós o saudamos e rendemos sagradas homenagens.
Esta é uma frase, digamos, mística, emblemática e sagrada, porque remonta há milênios. E é sabia.
Nós, jornalistas, saudamos Cezar, o filho do homem, o filho da nossa história, o filho daquele que ousou e fez da sua vida a continuidade da herança do pai, da vida do pai Belarmino de Mattos e em seu nome abriu os caminhos que permitiram que nós chegássemos até aqui.
Foto de Luiz Nicolela - Jornal O São Gonçalo

Foto de Luiz Nicolela – Jornal O São Gonçalo

Pois bem, sábado, dia 6 deste mês, faltando pouco mais de trinta dias para completar 94 anos de idade, Cezar Augusto de Mattos resolveu partir e ir ao encontro do pai, Belarmino de Mattos, que neste ano estará comemorando ao lado do Pai, e também do Filho, 125 anos de memória histórica.
Nesse domingo, 7 do presente mês, atendemos a convocação do mestre e amigo e fomos, todos nós, amigos e familiares, acompanhando-o ao encontro do pai, abrindo o portão da sua nova morada, o Parque da Paz, onde seu corpo repousará, enquanto sua alma passará a velar por nós ao lado do pai e do filho.
O sol começava a descambar para o poente, quando a família decidiu que era chegada a hora. Lá estavam, dentro de um silêncio respeitoso os filhos Cecília, Edson, Regina, Eduardo, Arlene, Fátima e Márcia e muitos amigos, entre eles os jornalistas Rujany Martins, Jota Sobrinho, Adilson Guimarães, Dayse Alvarenga, Antônio Figueiredo e uma equipe do jornal O São Gonçalo, a jornalista Thuany Dossares e o fotojornalista Luiz Nicolella, que fizeram uma bela cobertura jornalística.
Cezar foi um bravo, tanto quando o pai, Belarmino, mas sobretudo um homem cordial. No aplazível recanto transcendental, Rujany, Jota Sobrinho e Adilson fizeram relembranças. Destacaram o passado, mas mostraram que esse passado nunca estreve tão longe, porque Cezar Mattos sempre esteve perto de nós. Eu, por exemplo, um estrangeiro, nordestino de boa cepa, porém, brincava com Cezar quando o visitava na redação ou na oficina do jornal O São Gonçalo: – meu amigo, permita-me dizer, isso aqui precisa melhorar.
Cezar respondia, Pereirinha, você já viu alguma redação organizada, alguma oficina sem graxa e papel espalhado pelo chão?
E ele tinha razão, porque oficina de jornal é isso mesmo, uma bagunça. A redação nos dias de hoje anda mais arrumada, mas tem pouco calor humano. Então, Ave Cezar!, teus amigos o saúdam!
*Pereirinha é secretário da União dos Jornalistas e Comunicadores de São Gonçalo (UNIJOR), editor do jornal Metrô Car e colunista dos jornais Monitor Mercantil (Rio) e Jornal de Hoje (Nova Iguaçu).

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