O Significado da vida

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(da série “Ecos do Passado” – 3)
Às vezes há desânimo, mas é preciso continuar. Continuar sempre, mesmo sentindo que a felicidade completa é quase impossível, a não ser por alguns momentos. Mas é preciso superar tudo e continuar avançando. Ir em frente e tentar alcançar o objeto desejado. Na verdade se trata da vida, de viver com decência e dignidade.
Luíza e Luiz tinham iguais aspirações, quase idênticas. Luíza gostaria de tê-lo em determinado momento. Luiz também a queria. Quando esse momento chegou, trazendo constrangimento e dor, descobriram que isso era quase impossível. Foi doloroso.
Foi aí que suas vidas sofreram um duro golpe. Daí para a frente nada seria como fora antes. Suas vidas deixaram de ser caricatas, símiles de si mesmas. Inúteis. Insignificantes. E começava a busca do significado da vida.
O que esperar dela nesse mundo de horrores. Trágico. Um dia é a felicidade. Outro, o terror. Um dia é alegre, nouto só existe tristeza e dor. Acorda-se cedo. Faz-se o café, esquenta o leite e prepara o lanche das crianças que vão para a escola. A seguir lembra-se do marido que se compõe no quarto para ir trabalhar. É a rotina diária. Quando sai deixa em casa uma mulher em lágrimas porque ainda não se reencontrou, não se descobriu nem como dona de casa, nem como mãe, nem como pessoa de negócios, dona de uma butique, misto de salão de beleza e venda de roupas de etiquetas com nome e sobrenome, reconhecidamente famosos.
Dentro de si, Luíza chora. Os dias passam e consomem suas energias. Ela, porém, luta com todas as suas forças para sobreviver aos momentos de desesperos, de angústia, e segue em frente.
 

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