No campo das possibilidades

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Mensagem para Carolina III

 

Carolina,

De forma recorrente, a mídia tem explorado o tema relativo à aparição de objetos voadores não identificados (ovni’s) em diversos lugares do Planeta, admitindo, na maioria dos casos, a possibilidade de que tais objetos sejam provenientes de outros mundos, habitados por seres inteligentes, ou, em alguns casos, aceitando a possibilidade de ser tecnologia daqui mesmo, da Terra. Tudo no campo das possibilidades.

 

Como já propus anteriormente, necessitamos com urgência da formação de uma nova consciência, de um novo entendimento sobre assuntos polêmicos como esse que, até algum tempo atrás, não conseguíamos entender e admitir como real e que desperta interesses sob os aspectos científicos, militares, religiosos e místicos.

 

Vemos a notícia de que a Igreja Católica participa ativamente de pesquisas a respeito do assunto, mantendo em plena atividade o Observatório Astronômico do Vaticano, um dos mais poderosos observatórios da Terra, para ajudar na pesquisa de sistemas solares que possam ter planetas capazes de abrigar vida, localizado no Arizona – EUA, prestes a entrar em operação, visto aqui como um passo gigantesco para uma instituição religiosa conservadora que, há alguns séculos atrás, perseguiu cientistas/astrônomos como Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, numa clara demonstração de que, à época, religião e ciência não andavam de mãos dadas.

 

Agora, Século 21, vemos a Igreja em busca de conhecimento através da pesquisa científica, atuando de forma discreta, já tendo iniciado a sua jornada à procura da verdade analisada e comprovada, e não mais através de antigos costumes e crenças ortodoxas que sempre nortearam suas ações. É uma notícia que devemos considerar e parabenizar, esperando que as descobertas sejam compartilhadas ao menos com o mundo científico e não fiquem trancadas a sete chaves nos porões do Vaticano, como ficaram as dezenas e centenas de informações e de história de que a Igreja é detentora, sem dar divulgação do seu conteúdo.

 

No meio Espírita Cristão o assunto é visto e aceito com mais naturalidade, como vemos na citação do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo (Paris, abril de 1864) – Cap. I – Item 8: “A Ciência e a Religião são duas alavancas da inteligência humana; uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Ambas, porém, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. …”.
Assim, já em meado do século 19, a Doutrina Espírita, procurando caminhar lado a lado com a ciência, busca harmonizar os seus conceitos e conteúdos, dando os devidos esclarecimentos a todos os fatos por ela estudados e expostos em seu Pentateuco, tendo como um de seus pilares a plena aceitação da pluralidade dos mundos habitados, esclarecendo sobre o assunto, na pergunta nº 55 do Livro dos Espíritos (Paris – Abril de 1857), a seguinte questão: “São habitados todos os globos que se movem no espaço?” – Resposta: “Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que têm por espíritos muito forte e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que só para eles criou Deus o Universo.”

 

Como vemos Carolina, há 160 anos atrás, os Espíritos já afirmavam que não estamos sós no Universo; de que a presunção humana vem conduzindo o homem ao erro de se achar único ocupante desse vasto e desconhecido espaço que chamamos de Universo e, mesmo portadores desses conhecimentos, já encontrei dificuldades de falar sobre o assunto nos meios espíritas, apesar de cientes de que fazemos parte de uma grande família universal.

 

Também no livro “UNIVERSO E VIDA” (Espírito Áureo, por Hernani T. Sant’ana/Edit. FEB), assuntos complexos como esse são abordados numa visão espiritual muito clara sobre o que entendemos como “Universo”, esclarecendo que a evolução da Terra, desde a sua constituição até os dias de hoje, não se deu por acaso, mas pelo amor de procedência Crística, pelo trabalho e solidariedade universal dos seres evoluídos do cosmos, registrando a fraternidade com que fomos – e ainda somos – tratados por esses seres que vêm nos ajudar a evoluir, muitos deles bastante conhecidos, como os procedentes do sistema Sírius – a estrela mais brilhante observada no céu, pertencente à Constelação de Cão Maior – dentre os quais destacam-se Moisés (o Legislador), Maria de Nazaré – “A Magnânima” (símbolo do amor), João Batista (Chanceler da Justiça), Ana e Simeão, Isabel e Zacarias e o Carpinteiro José.

 

Esclarece-nos a dinâmica e a lógica da evolução dos mundos, onde destacamos uma situação comparável com o momento de transição pelo qual passamos atualmente na Terra. Conta o momento em que Sírius atingiu a fase de sistema de orbes “Regenerados” e espíritos que não conseguiram se enquadrar no novo padrão vibratório do planeta, foram transferidos para o sistema Capela, da Constelação de Cocheiro, que se encontrava num padrão mais baixo conhecido como “Provas e Expiações”, conforme ainda nos encontramos na Terra hoje.

 

Com o passar dos milênios, muitos degredados, já redimidos, retornaram à sua origem Siriana ou permaneceram e se incorporaram às atividades Capelinas. Outros, pela persistência em se manter na rebeldia e maldade, foram banidos para a Terra quando Capela ascendeu ao estágio de “Regeneração”. Passados milênios, muitos desses espíritos, após estágio e aprimoramento aqui na Terra, já redimidos e com a realidade vibracional mais alta, regressaram à Capela. Mas, como a história se repete, muitos optaram por permanecer aqui na Terra (Maria de Nazaré, Francisco de Assis, Bezerra de Menezes e outros), na tarefa de auxílio aos irmãos ignorantes e atrasados – mas nunca desamparados – na mais pura demonstração de amor à humanidade universal, colocando-se humildemente a serviço do Sublime Governador Planetário, O Cristo Jesus, deixando a lógica e a crença de que eles sempre estiveram conosco, sempre conviveram conosco, desde a formação do Planeta, formando essa imensa família universal, à qual pertencemos todos nós, ainda que incompreensível devido à sua grandeza.

 

Mas, como em toda família, existem alguns irmãos ambiciosos e cruéis, mais adiantados científica e tecnologicamente que nós, porém de baixa estatura moral, que nos rondam e muitas vezes nos assediam, referidos no livro como a “força do Poder das Trevas na crosta da Terra”. São os chamados Dragões que detêm conhecimentos sofisticados que nenhum cientista terrestre alcançou. São monitorados e controlados pelas forças do bem, chamados “Operadores Celestiais”, encarregados de aniquilar o lixo de saturação que infecta não só o Planeta como certas regiões do espaço. Somos protegidos por esses Guardiões, verdadeiros soldados do Cristo que estão sempre alertas aos atentados do “Poder das Trevas” instituída pelos Dragões.

 

Realmente nunca estivemos sós, mas, como a nossa caminhada ainda é lenta, longa e difícil, pouco entendemos desse complexo sistema, e mesmo vivendo sob o mesmo “teto da Casa Universal”, temos dificuldades de nos enxergarmos aqui na Terra como família, como irmãos, como amigos e, apesar de séculos e séculos de convivência humana, movidos pela nossa pequenez, ainda nos deixamos levar por movimentos fratricidas, onde o egoísmo, a maldade e a luta pelo poder sacrificam vidas humanas e emperram a nossa evolução. Por aqui, ainda erguemos muros e trincheiras e discutimos a paz falando de guerra; onde as forças de paz da ONU atuam portando tanques de guerra pintados de branco, num simbolismo da mais pura ilusão e ignorância humana. Ainda nos preparamos para a guerra e não para a paz, num Planeta onde, inteligentemente, devemos almejar ser um só País, sem fronteiras, sem mandatários, sem interesses pessoais, comandado por um Parlamento das Nações… será plural. Isso vai acontecer. Quando será? Quem sabe?

 

“Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vô-lo teria dito …” – Jesus

 

Abraços,
Elson Antunes
Jan/2017

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